O Projeto SPE (Saúde e Prevenção nas Escolas) foi muito
importante para a Escola Paulo Freire, no sentido de ajudar os alunos a
entenderem suas diferenças e respeitá-las; uma vez que nossa escola
atende adolescentes de todos os bairros da cidade, carentes ou não, o
que gera algumas
diferenças tanto sociais como culturais.
Na tentativa de minimizar essas diferenças, fizemos
oficinas ao longo do segundo e terceiro bimestres, porém, nem todos os
professores conseguiram registrar com fotos ou vídeos. Debates, palestras,
cartazes, textos, entre outros, foram produzidos com muito carinho e dedicação
pelos alunos.
Seguem abaixo alguns relatos e fotos das oficinas
trabalhadas:
Profª Luana Carolina Moura – Artes e Língua Portuguesa
Na primeira oficina sobre Gêneros, falamos sobre sexualidade, mitos e
verdades sobre o assunto, se um filho criado
por pais do mesmo sexo poderia tornar-se homossexual também, se uma
mulher assume-se lésbica devido a uma relação infeliz que teve no
passado, e outros assuntos
pertinentes. O tema foi motivo de muita discussão e os alunos mostraram
grande
interesse na hora de argumentar e defender seu ponto de vista. Fizemos
uma
divisão da sala entre os alunos que achavam o que era verdade, mito ou
os que ainda
tinham dúvidas sobre a questão.
Numa segunda oficina, trabalhamos sobre o preconceito de diversos tipos
e, para isso, contamos com a mesma atividade que foi passada nos dias de
estudo do SPE com professores e profissionais da saúde. Tratava-se de
cada pessoa receber um papel com uma característica diferente nas
costas, sem que ela soubesse o que é, onde estaria escrito: sou gay,
moro no melhor bairro da cidade, sou portador de HIV, sou negro, sou
indígena, sou advogado, sou prostituta, etc. Todos deveriam andar pela
sala e, através da reação de seus colegas, tentar adivinhar qual é sua
característica e dizer o que sentiu, se foi discriminado ou não. Essa
oficina foi bem legal porque permitiu aos alunos se colocarem em uma
situação diferente da sua vida cotidiana e sentir na pele o que é ser
discriminado ou diminuído pelos outros, percebendo como a sociedade
enxerga e trata pessoas de diferentes níveis sociais e culturais.
As duas oficinas foram trabalhadas em várias turmas de 1o, 2o e 3os anos do Ensino Médio.
Profª Ana Célia Rech - Biologia
O que é
sexualidade, afinal?
Quando falamos de sexo, imediatamente nos vêm à
cabeça os órgãos genitais (masculinos ou femininos) ou uma relação sexual. O
termo sexo está mais relacionado aos atributos biológicos de cada pessoa.
Por sexualidade, entende-se não somente os órgãos genitais e a relação sexual,
mas, também, nossa história, nossos costumes, nossas relações afetivas e nossa
cultura.
A Organização Mundial da Saúde - OMS, que é a agência da Organização das Nações
Unidas responsável por pensar nas políticas de saúde para o mundo todo, define
a sexualidade da seguinte forma: A sexualidade forma a parte integral da
personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano
que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é
sinônimo de coito e não se limita à presença, ou não, de orgasmo.
Essa oficina foi realizada com duas turmas da Escola Estadual Paulo Freire com
o objetivo de Esclarecer dúvidas frequentes dos alunos que confundem sexo com
sexualidade.
As turmas trabalhadas foram 1º ano B e 2º ano F e foi muito proveitoso e
interessante esse esclarecimento. Tenho certeza que ajudou muito.
Profª Patrícia Tomba - Língua Portuguesa e Inglês
2o ano D
Família atual
No
dia dezesseis de setembro de dois mil e treze, os alunos conversaram entre si,
sobre a sociedade atual e a família.
Pedi
aos alunos que desenhassem sua família e também especificassem as funções de
cada membro em casa.
O
resultado foi o seguinte:
32
alunos fizeram a atividade.
19
moram com os pais.
02
moram com os avós.
07
moram com a mãe.
02
moram com o padrasto.
02
moram com irmãos.
Fizemos
uma tabela no quadro com os seguintes dados:
Funções homens mulheres ambos
E
a partir daí, fomos preenchendo-a com os dados dos alunos.
Percebemos
que ainda há uma resistência quanto às atividades domésticas serem específicas
da mulher, mas houve um avanço também: os jovens (masculino) estão aprendendo a
fazer atividades domésticas porque querem ser mais independentes.
2º
ano B
No
dia trinta de setembro de dois mil e treze, os alunos assistiram trechos do
filme Billy Elliot e depois escreveram a respeito.
É
uma obra que motiva a discussão sobre preconceito e discriminação por meio da
história de um garoto que decide se dedicar a aprender ballet, algo considerado
impróprio para alguém do sexo masculino naquela região (Europa) e naquela época
(anos 80).
Relatos
dos alunos:
“ As
pessoas precisam cuidar de suas próprias vidas, cumprirem com seus deveres e
respeitar a opinião e a escolha dos outros”. M.S.
“
Billy foi discriminado, pois naquela época ballet era coisa de menina”. A. T.
“
Billy sofreu preconceito. O pai queria que ele lutasse boxe e não que fizesse
aulas de balé, coisa de menina” . T.
“ A
discriminação de gênero acontece por um fator cultural. As pessoas foram
criadas daquela forma, por isso não aceitam a escolha do outro”. S. N.
“
Cada um deve cuidar de sua própria vida, respeitar o direito de escolha do
outro” . I. C.
“
Muitos pensam que algumas funções são femininas, como a limpeza, por exemplo.
Mas é uma questão cultural, passada de pais para filhos”. J. M. S.
“ Eu
acredito que sempre vai haver discriminação de gênero” . E. M.
2º
ano E.
Reflexão
em grupo.
“ Para
que não ocorra tanta discriminação de gênero é preciso que os pais eduquem os
filhos sem usar frases como: Mamãe lava louça e papai carpe o quintal” .
“ As
pessoas precisam ter mais consciência: não é porque um homem faz ballet que ele
é gay. Tem que acabar com o preconceito” .
“
Atualmente quase não há discriminação de gênero pois há uma grande porcentagem
de mulheres no mercado de trabalho mostrando o seu potencial”.
“ Ainda
há uma muita discriminação de gênero, pois alguns homens ainda pensam que as
mulheres devem ser donas de casa e muitas mulheres ainda pensam que os homens
devem sustentar a casa sozinhos”.
“ Se
cada um viver sua vida ficará mais fácil. O que mais importa é ser feliz”.
“
Billy fez uma aula de ballet e gostou, mas sentiu medo e vergonha de falar para
seus amigos e depois ser discriminado, zoado por eles”.
Profª Aline Bento Colpani - Biologia (diversas turmas)
Dinâmica e elaboração de desenhos sobre prevenção contra DST's.