segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SPE - Escola Paulo Freire






      O Projeto SPE (Saúde e Prevenção nas Escolas) foi muito importante para a Escola Paulo Freire, no sentido de ajudar os alunos a entenderem suas diferenças e respeitá-las; uma vez que nossa escola atende adolescentes de todos os bairros da cidade, carentes ou não, o que gera algumas diferenças tanto sociais como culturais.
     Na tentativa de minimizar essas diferenças, fizemos oficinas ao longo do segundo e terceiro bimestres, porém, nem todos os professores conseguiram registrar com fotos ou vídeos. Debates, palestras, cartazes, textos, entre outros, foram produzidos com muito carinho e dedicação pelos alunos.
     Seguem abaixo alguns relatos e fotos das oficinas trabalhadas:
Profª Luana Carolina Moura – Artes e Língua Portuguesa
     Na primeira oficina sobre Gêneros, falamos sobre sexualidade, mitos e verdades sobre o assunto, se um filho criado por pais do mesmo sexo poderia tornar-se homossexual também, se uma mulher assume-se lésbica devido a uma relação infeliz que teve no passado, e outros assuntos pertinentes. O tema foi motivo de muita discussão e os alunos mostraram grande interesse na hora de argumentar e defender seu ponto de vista. Fizemos uma divisão da sala entre os alunos que achavam o que era verdade, mito ou os que ainda tinham dúvidas sobre a questão.
     Numa segunda oficina, trabalhamos sobre o preconceito de diversos tipos e, para isso, contamos com a mesma atividade que foi passada nos dias de estudo do SPE com professores e profissionais da saúde. Tratava-se de cada pessoa receber um papel com uma característica diferente nas costas, sem que ela soubesse o que é, onde estaria escrito: sou gay, moro no melhor bairro da cidade, sou portador de HIV, sou negro, sou indígena, sou advogado, sou prostituta, etc. Todos deveriam andar pela sala e, através da reação de seus colegas, tentar adivinhar qual é sua característica e dizer o que sentiu, se foi discriminado ou não. Essa oficina foi bem legal porque permitiu aos alunos se colocarem em uma situação diferente da sua vida cotidiana e sentir na pele o que é ser discriminado ou diminuído pelos outros, percebendo como a sociedade enxerga e trata pessoas de diferentes níveis sociais e culturais.

As duas oficinas foram trabalhadas em várias turmas de 1o, 2o e 3os anos do Ensino Médio.
Profª Ana Célia Rech - Biologia
O que é sexualidade, afinal?

Quando falamos de sexo, imediatamente nos vêm à cabeça os órgãos genitais (masculinos ou femininos) ou uma relação sexual. O termo sexo está mais relacionado aos atributos biológicos de cada pessoa.
Por sexualidade, entende-se não somente os órgãos genitais e a relação sexual, mas, também, nossa história, nossos costumes, nossas relações afetivas e nossa cultura.
A Organização Mundial da Saúde - OMS, que é a agência da Organização das Nações
Unidas responsável por pensar nas políticas de saúde para o mundo todo, define a sexualidade da seguinte forma: A sexualidade forma a parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença, ou não, de orgasmo.
Essa oficina foi realizada com duas turmas da Escola Estadual Paulo Freire com o objetivo de Esclarecer dúvidas frequentes dos alunos que confundem sexo com sexualidade.
As turmas trabalhadas foram 1º ano B e 2º ano F e foi muito proveitoso e interessante esse esclarecimento. Tenho certeza que ajudou muito.


Profª Patrícia Tomba - Língua Portuguesa e Inglês

2o ano D
Família atual
No dia dezesseis de setembro de dois mil e treze, os alunos conversaram entre si, sobre a sociedade atual e a família.
Pedi aos alunos que desenhassem sua família e também especificassem as funções de cada membro em casa.
O resultado foi o seguinte:
32 alunos fizeram a atividade.
19 moram com os pais.
02 moram com os avós.
07 moram com a mãe.
02 moram com o padrasto.
02 moram com irmãos.
Fizemos uma tabela no quadro com os seguintes dados:
Funções        homens         mulheres       ambos
E a partir daí, fomos preenchendo-a com os dados dos alunos.
Percebemos que ainda há uma resistência quanto às atividades domésticas serem específicas da mulher, mas houve um avanço também: os jovens (masculino) estão aprendendo a fazer atividades domésticas porque querem ser mais independentes.
2º ano B
No dia trinta de setembro de dois mil e treze, os alunos assistiram trechos do filme Billy Elliot e depois escreveram a respeito.
É uma obra que motiva a discussão sobre preconceito e discriminação por meio da história de um garoto que decide se dedicar a aprender ballet, algo considerado impróprio para alguém do sexo masculino naquela região (Europa) e naquela época (anos 80).
Relatos dos alunos:
“ As pessoas precisam cuidar de suas próprias vidas, cumprirem com seus deveres e respeitar a opinião e a escolha dos outros”.  M.S.
“ Billy foi discriminado, pois naquela época ballet era coisa de menina”.  A. T.
“ Billy sofreu preconceito. O pai queria que ele lutasse boxe e não que fizesse aulas de balé, coisa de menina” .   T.
“ A discriminação de gênero acontece por um fator cultural. As pessoas foram criadas daquela forma, por isso não aceitam a escolha do outro”. S. N.
“ Cada um deve cuidar de sua própria vida, respeitar o direito de escolha do outro” . I. C.
“ Muitos pensam que algumas funções são femininas, como a limpeza, por exemplo. Mas é uma questão cultural, passada de pais para filhos”. J. M. S.
“ Eu acredito que sempre vai haver discriminação de gênero” .  E. M.
2º ano E.
Reflexão em grupo.
“ Para que não ocorra tanta discriminação de gênero é preciso que os pais eduquem os filhos sem usar frases como: Mamãe lava louça e papai carpe o quintal” .
“ As pessoas precisam ter mais consciência: não é porque um homem faz ballet que ele é gay. Tem que acabar com o preconceito” .
“ Atualmente quase não há discriminação de gênero pois há uma grande porcentagem de mulheres no mercado de trabalho mostrando o seu potencial”.
“ Ainda há uma muita discriminação de gênero, pois alguns homens ainda pensam que as mulheres devem ser donas de casa e muitas mulheres ainda pensam que os homens devem sustentar a casa sozinhos”.
“ Se cada um viver sua vida ficará mais fácil. O que mais importa é ser feliz”.
“ Billy fez uma aula de ballet e gostou, mas sentiu medo e vergonha de falar para seus amigos e depois ser discriminado, zoado por eles”.

Profª Aline Bento Colpani - Biologia (diversas turmas)

Dinâmica e elaboração de desenhos sobre prevenção contra DST's.





















 

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